O Véu

O uso do véu na Bíblia serve para os dias de hoje?

Iº Coríntios cap 11 vers:13 a 16
"13 Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta?
14 Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido?
15 Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu.
16 Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus.

Existe uma regra na Hermenêutica... Que aquilo que é citado uma única vez na palavra, não se toma por regra.

Lendo Coríntios, observa-se a recomendação do uso do véu por causa dos anjos.
O que seriam os referidos anjos? A palavra anjo significa emissário, mensageiro (do latim angelus e do grego ággelos, mensageiro) ou seja, o pregador da palavra, no contexto.
Em Corinto, as mulheres tinham muita liberdade e não usavam véus... os emissários, mensageiros tinham a atenção desviada ou se escandalizavam por aquelas mulheres serem tão livres.

Por quê será que Paulo foi tão rigoroso em relação às mulheres cristãs?
Lembremo-nos de que as mulheres ocupavam lugar de proeminência na religião pagã de Corinto. A principal divindade era uma deusa. As mulheres oficiavam os cultos a Afrodite. Eram 1000 sacerdotisas que se prostituíam no templo. Além disso, as prostitutas proliferavam-se pela cidade.
Comentaristas nos informam que, quando uma mulher usava o véu, isso significava que ela estava submissa a um homem, quer seja seu marido, seu pai ou um parente responsável. Quando se via uma mulher sem véu e com o cabelo tosquiado ou mesmo raspado, já se deduzia que a mesma estava totalmente disponível. Essa era a maneira como as prostitutas eram identificadas. Sendo assim, as mulheres cristãs precisavam agir com modéstia, precisavam usar o véu e manter seus cabelos compridos. Nos cultos não lhes seria dado lugar de destaque ou liderança. Não se poderia deixar que o estilo pagão de culto influenciasse a igreja. O uso do véu era importante naquele contexto cultural. Deixar de usá-lo naqueles dias seria motivo de mal testemunho ou escândalo. Então, era prudente que as mulheres cristãs usassem o véu.
Podemos comparar isto ao uso da aliança hoje como sinal de compromisso matrimonial. Se o homem casado ou a mulher casada deixam de usar aliança, não estarão desobedecendo a um mandamento bíblico específico mas estarão levantando suspeitas e maus juízos, o que não é edificante para o cristão nem para o Evangelho. Reforça-se então a necessidade que temos de extrair os princípios que tais passagens nos trazem e não sua aplicação literal. Paulo está ensinando o uso do bom senso em relação aos costumes culturais e também está orientando sobre a autoridade do homem sobre a esposa.(Prof. Anísio Renato de Andrade)

Qual é o fundamento de membros femininos de certas denominações usarem um véu dentro do templo?Entre alguns grupos evangélicos, a mulher não pode sequer cortar um pouco do cabelo porque entendem que este lhe foi dado como véu.

Argumentos favoráveis ao uso do veu:
*O verso 10 de 1Coríntios 11 é claríssimo: a mulher deve trazer a cabeça coberta por causa dos anjos. Ensinar que a mulher não deve usar véu é o mesmo que dizer que os anjos não existem ou não atuam mais!(Jose Carlos Jacintho de Campos)

*O versículo 10 diz: "Por causa disto deve a mulher ter autoridade (Gg. exousia) sobre a cabeça, por causa dos anjos" (NVI). A frase por causa disto (portanto), está se referindo ao que já foi argumentado nos versículos anteriores. Mas há aqui uma referência direta aos anjos como outro motivo pelo qual a mulher deve ter sobre a cabeça um sinal de autoridade.
Em uma tradução pessoal do texto grego do versículo 10 cheguei ao seguinte resultado: "Por esta razão e por causa dos anjos, a mulher deve ter sobre a cabeça um sinal de autoridade." Fica, então, evidente que uma das causas pelas quais a mulher deve cobrir a cabeça são os anjos.

*Eu entendo que o véu não é uma simples peça ornamental feminil. A palavra véu é derivada do verbo velar, que tem o sentido de ocultar, esconder, vedar, etc... Assim como o homem está sujeito ao Senhor, a mulher também está sujeito ao homem. Devido ao poderio dos anjos a mulher que não se cobre com véu, não pode dirigir sua oração diretamente ao criador, mas deve pedir ao marido para interceder. Já estando ela coberta torna-se semelhante ao homem e Deus recebe sua oração.(Wikipedia)A recomendação do véu não é lembrada na segunda carta aos coríntios, nem nas outras cartas de Paulo, nem nas epístolas dos outros apóstolos e nem nas epístolas universais. A recomendação do véu é uma mensagem exclusiva para os coríntios e não um mandamento para a Igreja. O que acontecia, era que alguns mensageiros ficavam escandalizados em olharem as mulheres mostrando cabelos, o que na época e em alguns lugares do mundo atualmente e o que mais chama a atenção masculina...Era uma questao cultural...Não podemos transforma-lo em doutrina universal para a igreja! Mesmo porque o apostolo nunca ensinou esse costume para as outras igrejas...
A QUESTÃO DO VÉU(contexto social, religioso e épico)
Toda a questão do uso do véu está diretamente ligada à participação da mulher no culto. Corinto estava localizada na Grécia. A antiga cidade de Corinto, como hoje é chamada. Estando assim situada, era normal que os costumes e cultura da cidade-império fosse englobada. Na igreja, porém, não deveria ser assim.
No costume das cidades gregas e orientais, as mulheres cobriam a cabeça ao aparecem em público. Havia uma exceção: As mulheres devassas. Corinto, principalmente, era uma cidade infestada de prostitutas. A prostituição fazia parte da adoração pagã. Nos templos pagãos elas se encontravam aos montes (há comentarista afirmando que haviam mais de mil prostitutas lá). O fato relevante aqui é: o desuso do véu por parte dessas mulheres era notório.
Posto o devido pano de fundo, passemos à questão do véu naquela igreja em Corinto:
As mulheres cristãs, recém chegadas à liberdade cristã, afoitaram-se em pôr em de lado o uso do véu nas reuniões da igreja. Esse fato escandalizava as mais modestas, assim como muitos dos membros em conveniência com a decência social aplicada na época. Fato único e exclusivo quanto a aparência relacionada à das prostitutas da cidade.
O apóstolo diz-lhes que não façam isso; que não convém que crentes se embalem em afrontas quanto à opinião pública estabelecida. Claramente essas conveniências não feriam os princípios do Evangelho. Fazendo-se então algo bom, de boa fama, etc... (cf. Fil. 4:8).
O uso do véu é encontrado outras vezes na Bíblia, seguindo cada uma delas o seu uso e época:
Em Gn 24:65 – Quando Rebeca avistou Isaque, cobriu o rosto (Uso e costumes).
Em Gn 38:14 – Quando Tamar disfarçou-se usando véu. Note que ele (Judá) a teve por meretriz por USAR véu. Naquela situação, cobrir-se é que aparentou-a uma prostituta
( Leia mais=>> http://www.ibe.org.br/estudo2.asp )


Aonde diz na Bíblia que usar o véu é mandamento Divino? O problema 'e que quem usa só pra orar, profetizar, etc, esquece que Paulo diz para "orar sem cessar" (1 Ts 15:17). Então concluo que estas pessoas não oram enquanto tomam banho, no trabalho e por ai vai. Não faz sentido, ou usa sempre ou não usa. Fora da igreja ela pode ficar sem véu porque esse "fenômeno visual" só acontece no mundo espiritual.(?)

Na Antiguidade, a mulher carregava no corpo um sinal da autoridade do marido. Esse sinal era o véu. Esse mesmo costume prevalece até hoje entre alguns povos do Oriente. Nestes lugares, a mulher honesta não deve aparecer em público sem o véu, ou algo correspondente.
Após analisarmos o contexto das afirmações de Paulo sobre o uso do véu na igreja de Corinto podemos entender, livres de concepções pré-estabelecidas, que o uso do véu era um costume adequado àquela época, mas que não precisa ser observado na maioria das igrejas cristãs atuais, com exceção daquelas que estejam situadas em comunidades nas quais o véu seja um símbolo de recato, pudor e submissão da mulher ao seu marido, o que não é o caso do Brasil.

Com certeza não era intenção de Paulo glorificar os anjos, nem os pregadores que visitavam a congregação, isso de fazer reverências aos anjos é pecado e está na Bíblia:

Cl 2.18 Não deixem que ninguém os humilhe, afirmando que é melhor do que vocês porque diz ter visões e insiste numa falsa humildade e na adoração de anjos. Essas pessoas não têm nenhum motivo para estarem cheias de si, pois estão pensando como qualquer outra criatura humana pensa.
Cl 2.23 De fato, essas regras parecem ser sábias, ao exigirem a adoração forçada dos anjos, a falsa humildade e um modo duro de tratar o corpo. Mas tudo isso não tem nenhum valor para controlar as paixões que levam à imoralidade.

Mas toda a honra, e a deferência deve ser dada ao Senhor e não aos anjos...

JESUS FOI AO INFERNO?

PONTO DE VISTA (1)
(copiado do site http://www.gotquestions.org/Portugues/Jesus-inferno.html)

Resposta: A alma de Jesus foi ao Inferno no período entre Sua morte e ressurreição? Há bastante confusão em relação a esta pergunta. Este conceito vem principalmente do Credo dos Apóstolos, que afirma: “Ele desceu até o Inferno.” Há também algumas poucas Escrituras que, dependendo de como são traduzidas, descrevem a ida de Jesus ao “Inferno”. Estudando esta questão, é importante que primeiramente possamos compreender o que a Bíblia nos ensina a respeito da “esfera” dos mortos.


Nas Escrituras Hebraicas, a palavra usada para descrever a esfera dos mortos é “Seol”. Esta palavra simplesmente significa “lugar dos mortos” ou o “lugar das almas/espíritos que partiram”. A palavra grega do Novo Testamento que é usada para inferno é “Hades”, que também se refere ao “lugar dos mortos”. Outras Escrituras no Novo Testamento indicam que Seol/Hades é um lugar temporário, onde as almas ficam enquanto aguardam a ressurreição e julgamento final. Apocalipse 20:11-15 dá a distinção clara entre os dois. Inferno (o lago de fogo) é o lugar final e definitivo de julgamento para os perdidos. Hades é um lugar temporário. Então, não, Jesus não foi ao “Inferno” porque “Inferno” é uma esfera futura que somente entrará em vigor após o Julgamento do Grande Trono Branco (Apocalipse 20:11-15).

Seol/Hades é uma esfera com duas divisões (Mateus 11:23; 16:18; Lucas 10:15; 16:23; Atos 2:27:31), o território dos salvos e o dos perdidos. O território dos salvos é chamado “Paraíso” e “Seio de Abraão”. Os territórios dos salvos e dos perdidos são separados por um “grande abismo” (Lucas 16:26). Quando Jesus subiu aos Céus, Ele levou consigo os ocupantes do Paraíso (os crentes) (Efésios 4:8-10). O lado perdido do Seol/Hades permaneceu intacto. Todos os mortos incrédulos para lá vão e esperam seu futuro julgamento final. Jesus foi ao Seol/Hades? Sim, de acordo com Efésios 4:8-10 e I Pedro 3:18-20.

Parte desta confusão surgiu de passagens como Salmos 16:10:11: “Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Far-me-ás ver a vereda da vida...” “Inferno” não é a tradução correta deste verso. Uma leitura correta seria “a sepultura” ou “Seol”. Na Cruz, anos mais tarde, Jesus disse ao ladrão ao Seu lado: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”. Seu corpo estava na tumba; Sua alma/espírito foi para o “Paraíso” esfera do Seol/Hades. Então Ele removeu todos os justos que estavam mortos do Paraíso e os levou consigo aos Céus. Infelizmente, em muitas traduções da Bíblia, os tradutores não são consistentes ou corretos quando traduzem as palavras hebraica e grega “Seol”, “Hades” e “Inferno”.

Alguns defendem o ponto de vista que Jesus foi ao “Inferno” ou ao lugar de sofrimento do Seol/Hades a fim de receber ainda mais punição por nossos pecados: idéia sem respaldo bíblico, totalmente descabida! Foi a morte de Jesus na Cruz e Seu sofrimento em nosso lugar que, de forma suficiente, promoveram nossa redenção. Foi Seu sangue derramado que validou nosso perdão de pecados (I João 1:7-9). Quando estava pendurado na Cruz, Ele levou sobre Si o fardo do pecado de toda a raça humana. “Ele se fez pecado por nós”. II Coríntios 5:21 diz: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” O peso do pecado nos ajuda a compreender o que passou Cristo no Jardim do Getsêmani, sua luta com o cálice de pecado que sobre Ele seria derramado na cruz.

Na Cruz, Cristo, com grande voz exclamou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, e foi neste exato momento que Ele foi separado do Pai por causa do pecado sobre Ele derramado. Quando entregou o Seu espírito, disse: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Seu sofrimento foi completado em nosso lugar. Sua alma/espírito foi à parte do Hades correspondente ao Paraíso. Jesus não foi ao Inferno. O sofrimento de Jesus terminou no momento em que morreu. O pagamento pelo pecado estava feito. Ele então aguardou a ressurreição de Seu corpo e Seu retorno a sua glória, em Sua ascensão. Jesus foi ao Inferno? Não. Jesus foi ao Seol/Hades? Sim.

PONTO DE VISTA (2)
(copiado do site http://www.invsc.org.br/Artigos/cristo_foi_ao_inferno.htm)
 
Cristo foi ao inferno?


Após Ter escrito minha apostila intitulada "Por que Jesus foi ao Inferno?", a qual obteve uma incrível receptividade por parte de meus irmãos evangélicos, fui confrontado com algumas perguntas que exigiam uma resposta definida. Tendo um espírito pesquisador e senso da verdade fiquei imensamente satisfeito com as indagações que me foram feitas, pois me impulsionaram a mergulhar nos desígnios divinos até onde a graça de Deus me permitiu, com a finalidade de esclarecer os amantes da verdade . Nesta apostila, portanto, transcreverei as indagações a mim feitas, bem como as respostas.

Que Deus seja glorificado ao dar através de mim o conhecimento correto a seus filhos, apesar de que eu me sinta o mais indigno de seus servos.

Lembrança

Na minha apostila intitulada "Por que Jesus foi ao Inferno?" foi provado pela Bíblia que Jesus foi em seu espírito humano ao inferno no intervalo de tempo compreendido entre sua morte e ressurreição. Eu também mostro que Jesus não foi ao inferno para pregar, mas simplesmente para entrar e sair, dando assim prova de sua superioridade sobre as portas infernais, e desta forma, garantindo a nós, através de um sinal, que Ele é poderoso para nos guardar da condenação. Jesus também não foi ao inferno para sofrer como mostro com provas abundantes.

Vamos agora para a indagações.

História da Igreja

Algumas pessoas procuram negar que Cristo tenha ido ao inferno e para isso afirmam que os antigos cristãos não falavam sobre esse assunto. O pastor Ricardo Gondim defende a idéia de que os primitivos cristãos eram omissos nesse assunto : "No credo de Atanásio consta esta declaração que ele desceu ao inferno. Entretanto, não há qualquer referência a descida de Jesus ao inferno em nenhum dos concílios da igreja anteriores ao Concílio de Nicéia (325 AD). Esta expressão também não aparece no Concílio de Constantinopla (381 AD), e mesmo quando tardiamente passa a constar no credo de Atanásio, diz DESCENDIT AD INFERNOS, que originalmente significa que Ele desceu ao submundo. Podemos dizer que os nossos pecados enviaram Cristo ao inferno, não a um lugar e sim, estado de sofrimento. O que Ele passou aqui na terra, culminando com sua morte e sepultura, foi verdadeiramente um inferno..."( O EVANGELHO DA NOVA ERA, pg. 80).

Será que isto é verdade? Creio que não. Vejamos em itens:

O primeiro Credo a declarar que Jesus desceu ao inferno, não o Credo redigido por um vulto designado, mas sim, foi o chamado CREDO APOSTÓLICO. Esse credo apareceu aproximadamente no século II. Alguns dizem que ele foi escrito diretamente pelos apóstolos e outros que estes apenas aprovaram, mas o fato é que ele era reconhecido como substância da fé Cristã.

A ida de Cristo ao inferno não pode ser o seu estado de sofrimento da cruz, pois o Credo APOSTÓLICO falava da ida de Cristo ao inferno depois do seu sepultamento ("...foi crucificado, morto, e sepultado. Desceu as regiões infernais...").

O fato de "inferno" significar "submundo" ou "lugar inferior" exatamente porque nele o homem está mais distante de Deus do que quando ainda estava na terra.

O Reformador João Calvino falou sobre os PAIS DA IGREJA : "ninguém há dos Patrícios que não registre em seus escritos a descida de Cristo às regiões infernais..."(AS INSTITUTAS, Vol. II ).

Paraíso

Alguns dizem que Jesus não foi ao inferno depois da sua morte porque disse ao malfeitor convertido que estaria com ele após a morte, no paraíso (Lucas 23 :43). Ora, nada impede que Cristo tenha ido ao paraíso e depois ao inferno.

Sem Sofrimento

Alguns não conseguem entender a minha a afirmação de que Cristo tivesse ido ao inferno sem, no entanto, sofrer lá.

A Bíblia mostra que no céu existem subdivisões. No céu existem "muitas moradas"(João 14:2). O apocalipse fala das almas dos mártires que foram vistas debaixo do altar do Templo celestial (Apocalipse 6:9), fala do santuário celestial e da santa cidade. Elias foi levado ao céu em corpo físico (II Reis 2:11) e o corpo de Moisés também foi levado ao céu para se unir ao seu espírito (Judas 9), dai ambos terem aparecido em corpo no monte da transfiguração. Ora, eles não podem estar em um setor do céu onde a glória de Deus seja plena, pois seus corpos mortais não resistiriam, antes eles terão que aparecer na terra na grande tribulação para morrer e ressuscitar em novo corpo e assim herdar a plena glória (Apocalipse 11 : 4-12), pois O corpo mortal não pode herdar a visão beatífica (I Coríntios 15:50).

Da mesma maneira que no céu, no inferno existem setores. O local onde se encontram os demônios é o "Tártaros"(Grego) conforme II Pedro 2:4. O local dos ímpios, segundo o antigo testamento , é o ABADOM.

Se no céu há um setor onde não se tem a plena visão beatífica, pois como dissemos Moisés e Elias se encontram nele, também é razoável que exista um setor no inferno onde Cristo poderia ter entrado, sem que lá o tormento o alcançasse. Moisés e Elias são vistos isoladamente de outros na presença de Deus (Apocalipse 11:4) e Cristo entrou num setor do inferno onde os outros que lá estavam não o perceberam, isto é, os outros que estavam no inferno, mas não no setor em que Cristo entrou. Paulo, por exemplo, sabia tanto que havia setor no céu que ele poderia entrar com corpo mortal, que ele admitiu a possibilidade de Ter sido arrebatado ao céu em corpo (II Coríntios 12:3).

A presença de Deus

Cristo na cruz aniquilou com os nossos pecados ( Hebreu 9:26), donde se conclui que seu espírito que saiu de seu corpo após a sua morte não trazia sobre si os nossos pecados, mas antes estava "justificado"(I Timóteo 3:16). Partindo dessas afirmações alguém perguntou a mim se Cristo não morreu espiritualmente ao entrar no inferno, pois como alguém portaria comunhão com Deus no inferno?

À pergunta formulada eu poderia suscitar uma outra pergunta: " Como Moisés e Elias poderiam entrar no céu sem usufruir da plena glória de Deus?". No entanto, vamos responder a pergunta com respostas positivas. Em primeiro lugar convém dizer uma coisa que assusta alguns : Deus está presente no inferno, apenas a sua presença não é sentida lá . Isto é obvio, pois Deus é onisciente e onipotente. Deus não supervisiona apenas o céu e a terra, mas também o inferno. É pelo seu poder que alguém é lançado no inferno( Mateus 10:28). Davi disse : "Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também"(Salmo 139:8).

Ora, a presença de Deus no inferno que não se revela aos ímpios que lá estão, foi revelada a Cristo no inferno, pois ele era justo, de modo que ele não morreu espiritualmente.

O inferno é o local e um estado. Jesus entrou no inferno-local, mas não experimentou lá o inferno-estado. Isso pode ser ilustrado com o batismo de João Batista: Era um batismo em água (local) e uma demonstração de arrependimento (estado). Jesus foi batizado por João com referência ao local (água), mas não com referência ao estado(arrependimento), pois não tinha de que arrepender-se.

Situação do inferno

Alguns dizem que pelo fato de Jesus ser Deus, a sua entrada no inferno- transformaria este em céu. Vejamos três respostas a este argumento:

Como já dissemos, uma coisa é a presença de Deus estar no inferno, outra é ela ser sentida.

Também já falamos que Jesus entrou em um setor do inferno somente.

Por último convém lembrar que não foi o Espírito Divino de Jesus que entrou no inferno, mas seu espírito humano, pois como Deus ele não precisava vencer as portas do inferno que ele mesmo havia posto, daí a Bíblia dizer que foi como homem exaltado que Jesus foi proclamado Senhor do céu, da terra e até do inferno (Filipenses 2:9,10).

APÊNDICE (I )

Algumas pessoas têm dito que a palavra hebraica "sheol", a qual aparece traduzida na maioria das vezes por "inferno", é uma palavra que designa no antigo testamento um lugar não apenas de tormentos, mas também um lugar que tinha recinto de consolação para os justos. Segundo estes, portanto, os mortos iam todos para um mesmo lugar espiritual (SHEOL), isto é, tanto justos como injustos. Para os hereges que defendem essa tese, Jesus teria ido ao "inferno" para tirar de lá os justos e levá-los aos céus, depois daí, somente os injustos ficariam indo ao inferno depois da morte.

A falsa teoria, acima descrita, se apoia em textos bíblicos onde os justos incomodados pela vida terrena, desejaram ir ao SHEOL, embora os tradutores aí, não traduziram SHEOL por INFERNO, mas por SEPULTURA. Vamos a refutação da heresia :

Quando a Bíblia fala em SHEOL, este pode Ter um dos seus dois sentidos : o material ou o espiritual.

SHEOL significa "lugar dos mortos" .Ora, todos sabemos que há dois tipos de morte: a física (o corpo perde o fôlego de vida) e a espiritual (o espírito humano perde a presença de Deus). Sendo assim, haverá um lugar onde se põe os mortos físicos: sepultura, pirâmides, o fundo do mar, o ventre de um animal que tenha devorado um ser humano, etc.; e o lugar onde põe os mortos espirituais : o inferno.

Algumas pessoas tem dito que não aceitam que SHEOL possa significar sepultura em decorrência de haver uma palavra própria para sepultura no hebraico, no caso a palavra "Queber". Isso no entanto não quer dizer nada, pois o que dizemos é que SHEOL é o lugar dos mortos, onde no caso de morte física, pode ser a sepultura ou qualquer outra coisa que receba o corpo de um morto, até mesmo o ventre de um animal devorador.

A Bíblia, porém, fala de um sheol espiritual para onde só vão os ímpios, e nunca os justos. Sobre isso, diz Hormer Duncan: "Em diversos casos é verdade que "sheol" foi traduzido para "inferno" quando devia Ter sido traduzido para "sepultura" (na versão King James). Entretanto, nos outros casos, o contexto e a maneira como a palavra "sheol" foi usada na sentença, indicam claramente que se refere a um lugar de castigo e não simplesmente a "sepultura" (TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ?!, pg.45, IMPRENSA BATISTA REGULAR).

Refutando aos que só conheciam ao SHEOL o sentido de sepultura, disse João Calvino : "O que argumentam quanto ao sentido do texto, concedo ser verdadeiro: não raro se toma o INFERNO por SEPULTURA, mas duas razões se lhe contrapõem..."(AS INSTITUTAS ).

Portanto, quando falamos em SHEOL espiritual e depois dag morte, estamos falando de um lugar apenas de tormento e que nunca recebeu um justo, a não ser Jesus, que lá entrou como vitorioso para depois sair. A Bíblia mostra que somente os ímpios irão para o SHEOL-INFERNO : Salmo 9:17; Provérbios 7:27; Provérbio 9:18; Isaías 14:15; Salmo 86:13. O SHEOL-INFERNO é um lugar de fogo e ira (Deuteronômio 32:22), bem como de angústia (Salmo 116:3; Lucas 16:23,24). Os justos do antigo testamento não iam ao SHEOL-INFERNO (Provérbio 23:14), mas o Seio de Abraão (Lucas 16:22) que era um local celestial (Provérbios 15 :24) e oposto ao inferno (Mateus 11 :23).

Jesus não foi ao inferno para tirar os justos de lá , pois estes nunca estiveram lá . Além do mais, se Jesus tivesse ido lá no inferno para tirar os justos, levando-os então ao paraíso, teríamos que afirmar que ele primeiro foi ao inferno e depois ao Paraíso de onde ele teria saído para a ressurreição. Isso levaria a Bíblia a uma contradição, pois esta ensina que primeiro Jesus foi ao Paraíso (Lucas 23 :43) e depois é que ele foi ao inferno de onde saiu para a ressurreição (Romanos 10:17; Atos 2:31,32).

O versículo que diz que Jesus foi para levar cativo o cativeiro (Efésios 4:8,9) não se refere do seio de Abraão de dentro do inferno. Primeiro, porque o Seio de Abraão, em sendo um lugar de consolação (Lucas 16:25), não pode jamais ser chamado de "cativeiro". Segundo, porque o cativeiro ou escuridão a qual Jesus nos livrou é a escuridão do medo da morte. Jesus foi ao inferno para sair de lá em seguida, dando provas de seu poder sobre a condenação de nossos pecados. Isso nos dá a segurança de que o inferno não pode nos tragar após a morte, pois estamos seguros em Cristo, o que nos livra do cativeiro do medo: "e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão ." (Hebreus 2:15).

Uma prova que o Seio de Abraão não se localizava dentro do inferno, é o fato de que os que morrem são levados para lá pelos anjos, o que importa em SUBIDA (Lucas 16:22). Já os que vão para o inferno após a morte, estes não precisam de anjos, pois eles DESCEM sob o peso de seus pecados (Lucas 16:22,23).

Concluamos com as palavras do grande Reformador João Calvino : "Outro interpretam diferentemente que Cristo haja descido às almas dos patriarcas que haviam morrido sob a lei, para que lhes levasse a proclamação da redenção consumada e as livrasse do cárcere onde mantinham encerradas. E para isto, invocam, indevidamente os testemunhos do Salmo : 'porque haverá de quebrar as portas de bronze e as trancas de ferro'(Salmo 107:16). De igual forma, de Zacarias : 'que os cativos haverá de remir do poço em que havia água' (Zacarias 9:11). Como, porém, o Salmo prediga os livramentos daqueles que, cativos em regiões longínquas, estão confinados em cadeias, Zacarias, porém, compara a calamidade babilônica a um poço ou abismo profundo e seco em que o povo havia sido lançado e ao mesmo tempo, ensine que a salvação de toda a igreja é a saída das profundezas interiores, não sei como haja acontecido que a posteridade imaginasse existir um lugar subterrâneo a que pespegou o nome de LIMBO. Mas, a despeito de que esta fábula tem grandes autores e é hoje, também seriamente defendida por muitos como a verdade, entretanto, nada é senão fábula. Ora, encerrar as almas dos mortos em um cárcere é pueril...". (INSTITUTAS)

APÊNDICE (II )

Já vimos que há um "sheol" material (sepultura) e um "sheol" espiritual ( inferno ). Isto é perfeitamente lógico, pois também há um céu-material (firmamento) e um céu-espiritual (Paraíso).

Nós constatamos que o Seio de Abraão ( local onde ficava, as almas juntas no Antigo Testamento ) não era um setor dentro do inferno. A Bíblia que Lázaro foi para o Seio de Abraão (Lucas 16:22), enquanto diz que ao mesmo tempo o rico foi para o INFERNO ou HADES (Lucas 16:23) .Ora, se o Seio de Abraão se localizasse no inferno, a Bíblia tinha que dizer não que o rico foi para o inferno, mas sim, que ele foi para o setor de condenação do inferno, já que havia outro setor de consolação. A Bíblia no entanto, opõe o inferno ao Seio de Abraão, não põe este dentro daquele.

Alguns tem dito que o Seio de Abraão não era um local celestial, afirmando que entre este e o lugar de tormentos havia um grande abismo (Lucas 16:26) e não a TERRA. Ora, o céu-paraíso e o inferno são lugares de dimensão espiritual e jamais se poderia dizer que uma dimensão física (a Terra] se interpõe visivelmente entre eles.

Alguns dizem que o Seio de Abraão não era celestial porque Lázaro e Abraão foram vistos pelo rico que estava no local de tormentos. Os que assim argumentam não entendem que esta visão é uma parte da condenação do ímpios: "Ali haverá choro e ranger de dentes quando virdes Abraão, Isaque e Jacó e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora" (Lucas 13 :28).

Quanto a questão abordada no parágrafo anterior convém lembrar que a visão foi "de longe"(Lucas 16:23). Aqui importa lembrar as seguinte observações :

Não é dito que Lázaro tenha visto o inferno, mas que o rico no inferno viu a Lázaro.

Abraão também não viu o rico, mas apenas o ouviu. Deus permitiu a Abraão ouvir ao rico, porque em sendo ele um líder no lugar de consolação (Seio de Abraão ), importava a ele explicar aos condenados a sua condição condenatória (Lucas 16:24-31).

Os hereges têm também argumentado que o Seio de Abraão não era o céu, pois se o fosse dizem eles, deveria ser chamado de Seio de Jesus Cristo. Ora, o lugar de consolação estava sob a liderança de Abraão apenas até a vitória de Cristo. A promessa fora feita a Abraão até que Cristo viesse : "Ora, a Abraão e a seu descendente foram feitas as promessas", não diz : "e a seu descendente", como falando de muitos, mas como de um só : "e a teu descendente, que é Cristo" (Gálatas 3 :16 ).

Observações importantes

As traduções da Bíblia que são mais antigas e ortodoxas, traduzem SHEOL por "sepultura" ou "inferno", conforme se refira ao túmulo dos corpos ou ao local de tormento das almas ímpias. No entanto, aqueles que defendem que o SHEOL era um único lugar, de caráter espiritual, que recebia no Antigo Testamento tanto os justo quanto a injustos, escolheram uma tradução para defender seus interesses. No Brasil, estes hereges se apoiam na VERSÃO REVISADA ( DE ACORDO COM OS MELHORES TEXTOS EM HEBRAICO E GREGO) da Imprensa Bíblica Brasileira. Esta tradução usa o próprio original SHEOL, sem traduzi-lo por "sepultura" ou "inferno". Os hereges costumam usá-la para mostrar que havia um tipo de

SHEOL. Todavia esta versão deu um "escorrego", provando que a heresia não pode ser sustentada. O "escorrego" foi que esta tradução traduziu SHEOL por sepultura em Jó 7:9.

Para os chamados "Pais da Igreja" ou Antigos Doutores da Igreja", o SEIO DE ABRAÃO era um local CELESTIAL e nunca dentro do inferno ou em baixo. Para provar isso, citarei apenas um escrito de S. Agostinho (Séc. IV ) : "...Ou ainda, ele está a gozar AS ALEGRIAS DO CÉU no SEIO DE ABRAÃO, ou está reduzido a desejar uma gota de água no meio das chamas eternas (Lucas 16:22)." (IN EPISTOLAM IOANNIS AD PARTMOS, TRACTATUS DECEM, X , 9).

Pr. Glauco Barreira Magalhães Filho

O que é o Candelabro de nove braços?

Ele deriva do menorá, um candelabro com sete braços representando os sete dias da criação do mundo, e surgiu para celebrar uma importante vitória do povo judeu, além de um suposto milagre. Essa história começa no século 2 a.C., quando os selêucidas - uma dinastia de origem grega que dominava parte da Ásia na época - tomaram e pilharam um templo sagrado para os judeus em Jerusalém durante três anos. No ano 165 a.C., os judeus finalmente conseguiram expulsar os selêucidas. "Quando o templo sagrado foi reconquistado, encontraram um único cântaro (vaso) de óleo puro inviolado, que seria suficiente para manter aceso o menorá durante apenas um dia. Milagrosamente, o óleo durou oito dias", afirma o rabino Henry Sobel. Para comemorar esse suposto milagre, os judeus criaram um feriado chamado Chanuká, ou "Festa das Luzes", que acontece no fim de novembro ou durante o mês de dezembro. Oito dos nove braços do candelabro usado durante esse período de celebração correspondem aos oito dias do feriado.

No nono braço, coloca-se o shamash, uma vela auxiliar com a qual se acendem as outras.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/religiao/pergunta_286301.shtml(acesso em 05/11/09)

Qual o tamanho da Arca de Noé?

Em Genesis 6.15 está escrito:
"...De trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinqüenta côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura."

Se cada Côvado tem aproximadamente 45cm, então:

--->Comprimento:----300 x 45cm = 135m
--->Largura:------------50 x 45cm = 22,5m
--->Altura:--------------30 x 45cm = 13,5m

Quantos livros tem a Bíblia?

A Bíblia Sagrada (versão evangélica) possui 66 livros.
A Bíblia Sagrada (versão católica) possui 73 livros.